MHNJB: 2001 + Drops Objetos + Exp Arqueologia + Pipiripau
A primeira parte do filme 2001 mostra um grupo de macacos convivendo em harmonia entre si e com outras espécies. Em determinado momento, cai do céu um objeto retangular, de superfície lisa e metálica, diferente de tudo aquilo que existia no habitat em que se encontram. No momento em que esse grupo de macacos toca o objeto misterioso, o comportamento deles se altera e eles começam a consumir carne e a usar os ossos para matar outros animais. Nesse momento eles experienciam o poder que um objeto pode dar a eles, potencializando a força dos braços. Funciona como um marco para o início da utilização de objetos para auxiliar nas necessidades diárias, isso fica claro quando o macaco joga o osso para cima e acontece uma transição em que esse osso se torna uma caneta, simbolizando a evolução desses objetos e o surgimento de novos. Essa questão dos objetos é também abordada no drops, onde foi apresentado imagens de diversos objetos, mostrando sua funcionalidade e destacando como se deu a evolução deles. Notei que na maioria dos objetos, mesmo evoluindo, foi mantido o design básico do "original", como se quisessem manter a essência e a identidade visual. Além disso, foi possível perceber como certos objetos podem não fazer nenhum sentido para alguns e ser de grande utilidade para outros, como, por exemplo, o escorredor de garrafas de vinho, que quando olhamos pela primeira vez não identificamos o que era e nem a sua utilidade, mas que em outros lugares, muito provavelmente, as pessoas facilmente o reconheceriam e identificariam. A exposição de Arqueologia também tem certa relação com o filme, dado que apresenta a reprodução de quatro sítios arqueológicos de povos indígenas do Brasil, e neles tem os vestígios dessas comunidades que lembra a cena do filme em que aparece os restos mortais de outros animais e o macaco pega o osso. Nessa exposição, também tem os materiais usados no processo de escavações, que remete aos objetos e suas utilidades diversas. Já na exposição do presépio Pipiripau, é surpreendente ver como o criador, Raimundo Machado, conseguiu trazer movimento para o conjunto de "objetos", que são imagens, algumas de gesso e outras feitas com papel machê, que representam cenas de passagens bíblicas e de alguns lugares de Belo Horizonte, como o Parque Municipal.
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